Aurélio Becherini

Bom Dia!

Outro que encabeça minha lista de “maiores fotógrafos” de Sampa.

Fotografia tomada de ponto próximo a esquina da Rua 15 de Novembro com o Largo da Sé em direção a Rua Venceslau Brás, por volta do ano de 1910. Essa era a antiga Matriz da Sé.
Fotografia tomada de ponto próximo a esquina da Rua 15 de Novembro com o Largo da Sé em direção a Rua Venceslau Brás, por volta do ano de 1910. Essa era a antiga Matriz da Sé.

São Paulo nas primeiras décadas do século XX viveu as turbulências de um período de intensas transformações e nesse ambiente de efervescência cultural e política, de significativas alterações no espaço urbano central , Becherini foi o fotógrafo que melhor percebeu este momento de transição. Como fotógrafo documental, ele tem o estilo que de alguma forma caracteriza os profissionais da época: composição harmoniosa, equilíbrio impecável e a necessidade de flagrar um instante fugidio no fluxo inexorável do tempo. Porém, o que o diferencia dos seus pares é a constante busca de singularidades que se tornavam mais importantes que os logradouros fotografados.

Fotografia da Avenida São João tomada da esquina da Rua Formosa em direção à Praça Antônio Prado, por volta do ano de 1933.  Do lado esquerdo, o prédio da Delegacia Fiscal e o Martinelli.
Fotografia da Avenida São João tomada da esquina da Rua Formosa em direção à Praça Antônio Prado, por volta do ano de 1933.
Do lado esquerdo, o prédio da Delegacia Fiscal e o Martinelli.

Aurélio Becherini nasceu em 27 de junho 1879, na região da Toscana, Itália. Por volta de 1900 chegou ao Brasil e, casualmente, ao ser presenteado com uma câmera, entrou para o mundo fotografia. É considerado o primeiro repórter fotográfico da imprensa paulistana. Sua atuação no jornal O Estado de S.Paulo é sempre a mais lembrada mas trabalhou também para o Correio Paulistano e o Jornal do Commercio, e ainda nas revistas A Cigarra, Cri-Cri, Vida Doméstica, entre outras.

Fotografia do Largo do Paissandu (Paiçandu), tirada das proximidades da Rua Conselheiro Crispiniano em direção à Avenida Ipiranga, por volta de 1935. Em primeiro plano, a esquina com a Rua Conselheiro Crispiniano. No plano médio, à esquerda, a Avenida São João; ao centro, o Largo do Paissandu; e, à direita a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Obs.: Datação baseada em pesquisa de Sebastião Assis Ferreira de 1969. O original de acervo desta imagem é uma cópia positiva.
Fotografia do Largo do Paissandu (Paiçandu), tirada das proximidades da Rua Conselheiro Crispiniano em direção à Avenida Ipiranga, por volta de 1935. Em primeiro plano, a esquina com a Rua Conselheiro Crispiniano. No plano médio, à esquerda, a Avenida São João; ao centro, o Largo do Paissandu; e, à direita a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Obs.: Datação baseada em pesquisa de Sebastião Assis Ferreira de 1969.

Observando-se as fotografias de Becherini percebe-se como ele desenvolveu uma expressiva capacidade de flagrar a cidade em plena transição, invadida por affiches e propagandas, e assinaladas pelas intensas alterações espaciais que anunciavam a vida moderna. Um dos aspectos marcantes de seu trabalho é o modo como registrou essas transformações urbanas, como na série sobre o Vale do Anhangabaú; ou na demolição de vários quarteirões para a criação de uma enorme área destinada à construção da Catedral da Sé e sua praça; ou, ainda, nas modificações do terreno diante da igreja do Carmo, entre tantas outras imagens.

Fonte: PDF: Aurélio Becherini – Lições e Demolições do Olhar. JUNIOR, Prof. Dr. Rubens Fernandes. 2008.
Fotos: Acervo da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo

Fotografia tomada da esquina da Praça Antônio Prado em direção à Rua de São João, por volta do ano de 1915. O prédio da esquina foi construído em 1814 e demolido em 1915, para no mesmo local ser construído o Edifício Martinelli. Nesse prédio funcionou, por volta do ano de 1860 o Hotel Itália Brasil e, até 1915 o popular Café Brandão.
Fotografia tomada da esquina da Praça Antônio Prado em direção à Rua de São João, por volta do ano de 1915. O prédio da esquina foi construído em 1814 e demolido em 1915, para no mesmo local ser construído o Edifício Martinelli. Nesse prédio funcionou, por volta do ano de 1860 o Hotel Itália Brasil e, até 1915 o popular Café Brandão.
Fotografia tomada por volta do ano de 1912. A esquerda o início da Rua Barão de Itapetininga e a esquina da Rua Cons. Crispiniano. A direita, a escadaria do Teatro Municipal e, em 1º plano o início da alameda que da acesso ao Parque Anhangabaú. A praça fronteira ao Teatro Municipal, foi denominada Praça Ramos de Azevedo. A Rua Barão de Itapetininga foi aberta nos terrenos da chácara do Cadete de Santos, Barão de Itapetininga, que abrangia vasta área do terreno desde o Vale do Anhangabaú, onde hoje esta o parque com o mesmo nome, até a Praça da República, incluindo as ruas Xavier de Toledo, Cons. Crispiniano, Dom José de Barros e 24 de Maio, também abertas nesta mesma época.
Fotografia tomada por volta do ano de 1912. A esquerda o início da Rua Barão de Itapetininga e a esquina da Rua Cons. Crispiniano. A direita, a escadaria do Teatro Municipal e, em 1.º plano o início da alameda que da acesso ao Parque Anhangabaú. A praça fronteira ao Teatro Municipal, foi denominada Praça Ramos de Azevedo. A Rua Barão de Itapetininga foi aberta nos terrenos da chácara do Cadete de Santos, Barão de Itapetininga, que abrangia vasta área do terreno desde o Vale do Anhangabaú, onde hoje esta o parque com o mesmo nome, até a Praça da República, incluindo as ruas Xavier de Toledo, Cons. Crispiniano, Dom José de Barros e 24 de Maio, também abertas nesta mesma época.
Fotografia tomada da Rua José Bonifácio em direção  a Rua Direita. Um pouco mais para baixo, está o Largo da Misericórdia.  A lateral do prédio alto no fundo, é do Edifício Guinle, o primeiro arranha-céu da cidade (1906).
Fotografia tomada entre o Largo do Ouvidor e a Rua Quintino Bocaiuva em direção a Rua Direita. Um pouco mais para baixo, está o Largo da Misericórdia. A lateral do prédio alto no fundo, é do Edifício Guinle, o primeiro arranha-céu da cidade (1906).
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3 comentários Adicione o seu

  1. valdir pinto disse:

    êsse Becherini era mesmo de amargar, como se dizia nos idos de l900 e tra-lá-lá !!!!!!

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  2. Chico Lobo disse:

    Maravilhoso acervo fotográfico de São Paulo. Está de parabéns esse colecionador de relíquias históricas de nossa cidade

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