Parabéns Palestra!

Boa Tarde!

Já fui mais fã de futebol (sou torcedor do São Paulo), hoje confesso que perdi aquela paixão e acompanho meio “de longe”. Mas mesmo assim, não poderia deixar de homenagear o centenário da Sociedade Esportiva Palmeiras, o saudoso Palestra Itália. Antes de ter sua importância no cenário futebolístico nacional, o clube representa os anseios da colônia italiana, responsável por mudanças profundas no cotidiano e nos costumes do paulistano.

 

Rótulo da Cerveja Estrêla Antarctica, onde encontrei dizia que era da década de 1930.
Rótulo da Cerveja Estrêla Antarctica, onde encontrei dizia que era da década de 1930.

 

(…) O Parque Antártica foi construído no final do século XIX em um terreno que abrigava um abatedouro de porcos, propriedade de Joaquim Salles, um dos sócios da Companhia Antarctica Paulista, à época especializada em  “fabricação de gelo, banha, presuntos, carnes ensaccadas e outros productos do gado suíno”. A empresa usou o espaço para criar uma área de lazer para os seus funcionários, com um parque infantil, restaurantes e choperias. Queria, mais do que promover a diversão, popularizar a cerveja.

1910 - Parque Antarctica - Typ. Brasil - Rotischild & Co. - Ebay
Parque Antarctica em postal editado pela Typographia. Brasil – Rotschild & Co., s/d

1910 - Parque Antarctica - Desconhecido - DCP

Foi apenas em 1920 que o Palestra adquiriu o terreno por 500 contos de réis em três parcelas. Para pagar a terceira, foi necessária a ajuda da Companhia Matarazzo, que comprou uma parte do terreno (onde hoje é o Shopping Bourbon). O acordo tinha uma pecularidade interessante: o clube só poderia vender produtos da Antártica. Essa exclusividade durou 99 anos, de 1904, quando ainda era da empresa de cerveja, até 2003.

O Parque em postal de Guilherme Gaensly, possivelmente década de 1920 (pelas roupas das senhoras sentadas do lado esquerdo).
O Parque em postal de Guilherme Gaensly, possivelmente década de 1920 (pelas roupas das senhoras sentadas do lado esquerdo).

Com a ajuda do dinheiro de Francisco Matarazzo, presidente honorário, o clube foi fazendo pequenas reformas e, pouco a pouco, transformando o campo em um estádio. Inaugurou o Stadium Palestra Itália, em 13 de agosto de 1933, com goleada sobre o Bangu por 6 a 0 e arquibancadas de concreto. Três anos depois, ganhou outro lance de lugares para os torcedores ficarem de pé.

Em 1942, quando o governo brasileiro declarou guerra aos países do Eixo, e havia a possibilidade de confiscar os bens de quem tivesse ligações com Japão, Alemanha ou Itália, o Palmeiras acusa o São Paulo de articular um golpe nos bastidores para ficar com o Parque Antártica. Com a mudança de nome, abandonando o italiano Palestra Italia, o problema acabou, e o Tricolor comprou o Canindé (depois o vendeu à Portuguesa e adquiriu o terreno no Morumbi). Pouco a pouco, o estádio começou a tomar a forma pela qual ficou conhecido pelos mais jovens.¹ (…)

¹ Esse trecho foi retirado da matéria do site Trivela e pode ser lida na integra aqui.
As imagens são parte do acervo digital do Sampa Histórica, imagens de cartões postais encontrados a venda em sites de leilão.

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