De Várzea do Carmo a Parque Dom Pedro II

Bom Dia!

Sabe o que é uma capsula do tempo? Capsulas do tempo são aqueles tubos em que se depositam documentos e itens que se queria guardar de uma época ou ocasião, e depois de décadas os tubos são reabertos e são testemunhos do passado. São Paulo soube bem o que é isso, só que ao invés de décadas, passou quase três séculos fechada em uma “capsula do tempo”. Foi descrita por diversos viajantes e cronistas da época como uma cidade “de mortos” e com construções tão antigas quanto o próprio mundo. No início do século XIX, ainda que pequena e um tanto atrasada, já despontava como cabeça (capital) da capitânia e começa a sentir o sopro de modernidade que já atingira outros núcleos urbanos do Império. O panorama da cidade muda na segunda metade do século, impulsionado principalmente pelo café e pela estrada de ferro. A cidade precisava crescer e a qualquer custo, nem que para isso, fosse preciso derruba-la e reconstruí-la.A cidade cresceu e se modificou a uma velocidade tão grande que, de uma geração a outra, os jovens já não mais conhecem a cidade onde viveram seus antepassados recentes.

Dos tantos exemplos que poderíamos abordar, mostrando essa evolução e involução, o Parque Dom Pedro II é um dos mais significativos e arrasadores. De grande brejo e depósito de lixo, virou um espaço de convivência e por anos fez parte da infância e vida de pessoas, atualmente é apenas um local de passagem e abandono. Tentarei ilustrar e contar algumas das histórias do local pela história. Parafraseando uma das grande obras de Benedito Lima de Toledo: Parque Dom Pedro II: “três parques em um século”.

Innundação da Várzea do Carmo, 1898,Óleo sobre tela de Benedicto Calixto - Acervo do Museu Paulista No canto direito, é possível ver parte do antigo colégio, usado como Palácio do Governo. Do lado esquerdo, essa construção com um grande pátio é o antigo Mercado dos Caipiras.
“Innundação da Várzea do Carmo”, 1898, Óleo sobre tela de Benedito Calixto – Acervo do Museu Paulista
No canto direito, é possível ver parte do antigo colégio, usado como Palácio do Governo. Do lado esquerdo, essa construção com um grande pátio é o antigo Mercado dos Caipiras (ficava no final da Rua Municipal, atual General Carneiro).

Bem antes de ser o Parque D. Pedro II, toda essa região era conhecida como Várzea do Carmo. Várzea, pois era (ainda é) a área inundada pelas cheias do Tamanduateí e “do Carmo” por conta da igreja dos carmelitas, a Igreja do Carmo, que também nomeava a ladeira e a ponte no final dela, hoje esse trecho corresponde a conhecida avenida Rangel Pestana. Por muito tempo, usou-se as margens do Tamanduateí para para banhos, para as lavadeiras e suas memoráveis brigas e também para o despejo de lixo e de dejetos. As enchentes passaram a ser um dos grandes problemas à população, pois a insalubridade da Várzea do Carmo trazia muitas doenças para a população. Já em 1810 fora construída uma vala no centro da várzea na tentativa de barrar os alagamentos. Mesmo com esses problemas, o botânico francês Auguste Saint-Hilaire¹, que esteve em São Paulo em 1822, dá um panorama da vista que se descortina pelas janelas do Largo do Palácio (Pátio do Colégio):

Vista da Várzea do Carmo a partir do Pátio do Colégio, 40 anos após a narrativa do francês Saint-Hilaire. Fotografia de Militão Augusto de Azevedo, 1862.
Vista da Várzea do Carmo a partir do Pátio do Colégio, 40 anos após a narrativa do francês Saint-Hilaire. Fotografia de Militão Augusto de Azevedo, 1862.

 

“o Tamanduateí vai serpenteando através das pastagens úmidas, [dava] mais encanto à paisagem.” Esta paisagem, por sinal, incluía a Várzea do Carmo, atual Parque D. Pedro II, a qual ele definiu como uma “planície sem acidentes que apresenta uma encantadora alternativa de pastagens rasteiras e de capões de mato pouco elevados […] nas partes em que há mais água, o solo é entremeado de montículos cobertos de espessos tufos de relva.”

 

“Vai serpenteando”? Isso mesmo, o rio serpenteava toda a região com suas de sete voltas. A pequena ruela que margeava o rio nesse trecho era chamada de Beco das Sete Voltas. Em uma dessas voltas ficava um porto, que recebia canoas cheias de mercadorias vindas das fazendas de São Bernardo, São Caetano, Ipiranga e por ser o mais movimentado dos portos existentes no Tamanduateí, a população passou a chamá-lo de Porto Geral. O porto, o beco e as voltas duraram até 1849, quando se iniciaram as primeiras obras de retificação do Tamanduateí, pelo engenheiro Carlos Bresser. O beco perdeu as sete voltas e virou uma rua, que passou a se chamada de Rua de Baixo (pois ficava na parte baixa da cidade) e finalmente em 1865, virou nossa conhecida 25 de Março (em homenagem a primeira Constituição do Império, promulgada em 25 de março de 1824). Já final século XIX a ideia de correção da sinuosidade do Tamanduateí ganhou impulso.

Na gestão de João Theodoro (1828-1878), Presidente da Província (equivalente ao atual Governador) de 1872 a 1875, foi executada a canalização do primeiro trecho do rio, tornando-o mais retilíneo entre o Brás e a Luz. Considerado um dos primeiros urbanistas do Brasil, foi responsável também pela melhoria da região, executando o ajardinamento e a construção da Ilha dos Amores além de importantes outras reformas no traçado urbano da província.

Ilha dos Amores em cartão postal. Acredito que a imagem seja do final do século XIX - Autor Desconhecido
Cartão postal da Ilha dos Amores. A Ilha formou-se de sobra de terra da primeira retificação do Tamanduateí. A região foi revitalizada por João Theodoro, sendo erguido um caramanchão e um quiosque para venda de bebidas, o lugar também era usado para banhos. Ficava junto a rua 25 de março, próximo ao final da então rua Municipal, atual General Carneiro. Por conta dos invernos frios e úmidos e os períodos de cheias, em 1890 já se encontrava abandonado. As igrejas que aparecem são, da esquerda a Igreja do Carmo, do lado direita, a primeira torre é da Igreja do Colégio e a segunda da Igreja de São Bento. A imagem da década de 1920. – Editor desconhecido – Imagem do acervo do Blog quando a cidade era mais gentil
A Ponte do Carmo registrada pelas lentes do fotógrafo Marc Ferrezz em 1885
A Ponte do Carmo registrada pelas lentes do fotógrafo Marc Ferrezz em 1885
Belo postal do mestre Guilherme Gaensly, as lavadeiras às margens do Tamanduateí. Em segundo plano a Ponte do Carmo. Data, 1900/1905 (?)
Belo postal do mestre Guilherme Gaensly, as lavadeiras às margens do Tamanduateí. Em segundo plano a Ponte do Carmo. Data, 1900/1905 (?)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Belíssimo registro de Vicenzo Pastore, da lavadeira às margens do Tamanduateí, entre 1900/1910 - Acervo Instituto Moreira Salles
Belíssimo registro de Vicenzo Pastore, da lavadeira às margens do Tamanduateí, entre 1900/1910 – Acervo Instituto Moreira Salles

Em 1880, volta a se discutir quando ao embelezamento e utilização da Várzea do Carmo, além de uma solução quanto as constantes enchentes que ainda assolavam a população da cidade. Na década de 1910, após um intenso debate do qual participaram a iniciativa privada, o poder público estadual e municipal optou-se pela construção de um parque no local conforme prescrição feita pelo arquiteto paisagista francês Joseph Antoine Bouvard, chefe dos serviços de paisagismo e de vias públicas de Paris. O projeto foi aprovado em 1914, porém o novo local só foi entregue a população em 1922.

Sai a Várzea do Carmo e entra o Parque Dom Pedro II, que através de suas alamedas arborizadas, torna-se um dos mais amplos espaços públicos da cidade. Dois anos depois, em 1924, afirmando a importância e a intenção do poder público em transformar a região em um local de convivência e negócios, é erguido o Palácio das Indústrias, nome que na época incluía também a agricultura e a pecuária, como local de exposições, pois São Paulo já despontava como centro de produção.

Imagem do Parque Dom Pedro II, década de 1920. Fotografia tirada do Palácio das Indústrias. No plano intermediário direito, o antigo Mercado dos Caipiras, que ficava no final da Rua General Carneiro. No meio do Parque, o coreto da Ilha dos Amores - Acervo do Museu da Imigração
Imagem do Parque Dom Pedro II, década de 1920. Fotografia tirada do Palácio das Indústrias. No plano intermediário direito, o antigo Mercado dos Caipiras, que ficava no final da Rua General Carneiro. No meio do Parque, o coreto da Ilha dos Amores – Acervo do Museu da Imigração
Uma cena inimaginável nos dia atuais: crianças brincam tranquilamente no Pq. Dom Pedro II. A imagem do postal deve ser dos primeiros anos da década de 1920.
Uma cena inimaginável nos dia atuais: crianças brincam tranquilamente no Parque Dom Pedro II. A imagem do postal deve ser dos primeiros anos da década de 1920. (clique na imagem para ampliar)
O Palácio das Indústrias em postal colorido dos anos 20/30. Com o passar dos anos, o prédio abrigou a Assembléia Legislativa, Delegacia, IML, a Prefeitura e atualmente abriga o Museu Catavento (clique na imagem para ampliar)
O Palácio das Indústrias em postal colorido dos anos 20/30. Com o passar dos anos, o prédio abrigou a Assembléia Legislativa, Delegacia, IML, a Prefeitura e atualmente abriga o Museu Catavento (clique na imagem para ampliar)
Vista do Parque Dom Pedro às margens do Tamanduateí em 1933. O postal registra também a passagem do famoso Graff Zepellin na capital Paulista (clique na imagem para ampliar)
Vista do Parque Dom Pedro às margens do Tamanduateí em 1933. O postal registra também a passagem do famoso Graff Zepellin na capital Paulista

A partir da década de 1930, com um crescimento econômico e populacional vertiginoso, São Paulo começa a se desenvolver a qualquer custo. Quase todas (se não todas) as edificações dos tempos coloniais/imperiais, já não existiam mais e essa cidade “europeizada” do final do século XIX e das primeiras três décadas do século XX passaria a desaparecer gradativamente. Nesse período, para o Parque Dom Pedro II surgiu o Plano de Avenidas, do engenheiro Francisco Prestes Maia.

Panorama do Parque Dom Pedro II. Mais a esquerda, é possível ver o Pátio do Colégio e a direita o Edifício Altino Arantes e o Martinelli. O parque ainda preserva parte de seu verde. Foto de Dmitri Kessel
Panorama do Parque Dom Pedro II. Mais a esquerda, é possível ver o Pátio do Colégio e a direita o Edifício Altino Arantes e o Martinelli. O parque ainda preserva parte de seu verde. Foto de Dmitri Kessel

Plano de Avenidas é a principal proposta urbanística para São Paulo até aquele período, pois é a primeira vez que a cidade é pensada como um todo, num projeto de intervenção e de organização espacial que visa não apenas à área central, mas a um verdadeiro plano geral. Somente em 1938, quando Prestes Maia é nomeado prefeito pelo interventor Adhemar Pereira de Barros (1901-1969), que o plano é parcialmente executado. Permanecendo no cargo por duas gestões, até 1945, Prestes Maia executa uma série de obras previstas no plano, definindo o perfil do crescimento de São Paulo. A implantação de uma política “rodoviarista” e a aproximação paulista aos Estados Unidos e a seu modelo industrial, nos anos 1950, simbolizam claramente uma linha de intervenção urbana que se vincula à ideia de expansão ilimitada e busca nas grandes obras urbanas as soluções para a cidade.²

Parque Dom Pedro em fotografia de Werner Haberkorn do final dos da década de 1950. Em destaque, a estátua "O Semeador" do escultor italiano Gaetano Fraccaroli, localiza-se atualmente na Praça Apecatu, entre o Parque Villa-Lobos e o Ceasa. A direita, o edifício do antigo Banco das Nações, ao lado o Edifício do Banco do Brasil em frente ao Edifício Martinelli e o Edifício Altino Arantes (antiga sede do Banespa). Acervo do Museu Paulista - USP.
Parque Dom Pedro em fotografia de Werner Haberkorn do final dos da década de 1950.
Em destaque, a estátua “O Semeador” do escultor italiano Gaetano Fraccaroli, localiza-se atualmente na Praça Apecatu, entre o Parque Villa-Lobos e o Ceasa. A direita, o edifício do antigo Banco das Nações, ao lado o Edifício do Banco do Brasil em frente ao Edifício Martinelli e o Edifício Altino Arantes (antiga sede do Banespa).
Acervo do Museu Paulista – USP.

Final dos anos 1950, dentro do plano traçado, o parque “ganhou” cinco viadutos, pavimentação das pistas da Avenida do Estado ao longo do canal do Rio Tamanduateí e outras obras. A inauguração da Avenida do Estado é considerada o marco do início da degradação do parque, além da construção dos viadutos nos anos 1960, que eliminaram muito do verde do local.

O terminal de ônibus, inaugurado em 1971, e a Estação Pedro II do Metrô, que começaria a ser construída poucos anos depois, fizeram o parque perder ainda mais áreas verdes. Em 1980, o parque era, nas palavras do jornal Folha de S. Paulo, “um canteiro de obras do Metrô e da canalização do Rio Tamanduateí, além do terminal de ônibus”.

Complexo Viário Parque D. Pedro II em 1971 e: Viaduto Glicério, Viaduto Diário Popular, Palácio das Indústrias, Viaduto 31 de Março, foto de Ivo Justino - Acevo do Museu da Cidade
Complexo Viário Parque D. Pedro II em 1971 e: Viaduto Glicério, Viaduto Diário Popular, Palácio das Indústrias, Viaduto 31 de Março, foto de Ivo Justino – Acevo do Museu da Cidade (clique na imagem para ampliar)

 

 

 

 

Complexo Viário Pq. Dom Pedro II em 1971, foto de Ivo Justino - Acervo Museu da Cidade
Complexo Viário Pq. Dom Pedro II em 1971, foto de Ivo Justino – Acervo Museu da Cidade (clique na imagem para ampliar)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atualmente é um dos lugares mais movimentados da cidade, pois constitui-se em uma região apenas de passagem. É considerada a área do centro mais esquecida pelo poder público desde a década de 1940.

Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações.
Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações.

O parque é sinônimo de devastação tanto de áreas verdes, e também da perda do espaço de permanência e bem estar. Nas últimas décadas, o local virou uma colcha de retalhos, paliativas de solução de locomoção e uso do espaço urbano, as mudanças que o parque (e a cidade como um todo) sofreu na segunda metade do século XX, apenas o sistema viário foi privilegiado. Existe um projeto de revitalização para toda a região, mas entra prefeito e sai prefeito, os projetos vão sendo engavetados e quem perde é a população. Precisamos aprender com os erros e copiar os acertos, urbanizar e realizar transformações duradouras para a cidade, privilegiando as pessoas, o transporte coletivo e o meio ambiente, tornando a cidade novamente um espaço de convivência e não apenas de passagem.

Símbolo degradação da área, os Edifícios edifícios Mercúrio e São Vito, demolidos para revitalização que nunca sai do papel. No canto inferior esquerdo, o Mercado Municipal e do lado direito o Viaduto Diário Popular - Wiikipedia
Símbolo degradação da área, os Edifícios edifícios Mercúrio e São Vito, demolidos para revitalização que nunca sai do papel. No canto inferior esquerdo, o Mercado Municipal e do lado direito o Viaduto Diário Popular – Wiikipedia
Panorama atual do Parque Dom Pedro II - Wikipedia
Panorama atual do Parque Dom Pedro II – Wikipedia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia Consultada:
¹Informativo do Arquivo Histórico Municipal, São Paulo: Enchentes, n.º 5, 
Panfleto da Exposição: Inundações em São Paulo – Museu da Cidade
TOLEDO, Roberto Pompeu de. A Capital da Solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. 2003.
PORTO, Antonio Rodrigues. A história da cidade de São Paulo através de suas ruas. São Paulo: Carthago Editorial. 1997.

Sites Consultados:

http://www.prp.unicamp.br/pibic/congressos/xvicongresso/paineis/024236.pdf
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.082/259 
http://revistaveneza.wordpress.com/2011/05/30/o-parque-dom-pedro-ii-e-as-fundacoes-da-arquitetura-publica/
http://www.usp.br/fau/cursos/graduacao/arq_urbanismo/disciplinas/aup0272/6t-alun/2005/m4-moussa/
http://www.dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/Introducao.aspx
http://memoriasabesp.sabesp.com.br/historia/antes_sabesp/pdf/encarte3.pdf
²http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=6587&cd_item=2&cd_idioma=28555
³http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Dom_Pedro_II

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7 comentários Adicione o seu

  1. O Parque que perdemos. Como dizia o Corvo de Edgar A. Poe:’ Nunca mais’.

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  2. Francisco Carlos G Azevedo disse:

    Parabéns pela pesquisa e fotos.Obrigado pela postagem.

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  3. Prezado colega;
    romanceei um caso entre um professor e uma amuna da ENC(com pesquisa do jornal OESP) e conto seus encontros secretos na Ilha dos Amores durante os anos 1910…
    O livro se chama “Crime e Castigo na Escola Caetano de Campo”; ele se encontra unicamente na livraria Cortez, pq moro fora do brasil, mas deixo o meu e-mail caso queira me contactar: w.legris@gmail.com Abraços wilma schiesari-legris

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  4. Na foto da Ilha dos Amores, as igrejas que aparecem na linha do horizonte são: à esquerda, a Igreja da Boa Morte (na antiga Rua da Boa Morte, atual Rua do Carmo).; à direita são as torres da Igreja do Carmo antes da ala esquerda ser demolida juntamente com o convento.

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