O Parque do Anhangabaú e seus Palacetes

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Guilherme Gaensly retrata o Vale do Anhangabaú, possivelmente em ano próximo a inauguração do Viaduto do Chá (1892). É possível ver o vale ainda tomado pelas chácaras do Cadete Santos, o Barão de Itapetininga. (clique na imagem para ampliar)
Guilherme Gaensly retrata o Vale do Anhangabaú, possivelmente em ano próximo a inauguração do Viaduto do Chá (1892). É possível ver o vale ainda tomado pelas chácaras do Cadete Santos, o Barão de Itapetininga. (clique na imagem para ampliar)

O Parque do Anhangabaú, surgiu na gestão do prefeito Raymundo da Silva Duprat (1911 a 1914), o Barão de Duprat. Foi contratado o urbanista e paisagista francês J. A. Bouvard com a finalidade de projetar a construção de parques e praças que embelezassem a cidade. Seu trabalho, que ficou conhecido como “Plano Bouvard”, resultou na implantação de dois grandes jardins públicos, um no Vale do Anhangabaú e outro na Várzea do Carmo (este, posteriormente denominado Parque D. Pedro), bem como na construção do belvedere do Trianon, na Av. Paulista (no local onde hoje ergue-se o edifício do MASP) e da praça Buenos Aires, em Higienópolis.

Um panorama do Viaduto e da Cidade, em postal de data desconhecida, possivelmente a foto deve ser dos primeiros anos do século XX. Notem do lado esquerdo, na cabeceira do viaduto, o Solar do Barão de Tatuí, que teve a parte direita demolida para abertura da entrada do viaduto. (clique na imagem para ampliar)
Um panorama do Viaduto e da Cidade, em postal de data desconhecida, possivelmente a foto deve ser dos primeiros anos do século XX. Notem do lado esquerdo, na cabeceira do viaduto, o Solar do Barão de Tatuí, que teve a parte direita demolida para abertura da entrada do viaduto. (clique na imagem para ampliar)

Para realização do projeto de urbanização do Vale, foi grande colaborador Eduardo da Silva Prates (1860-1928), o primeiro Conde de Prates, que era grande proprietário de terras na região e financiou a construção dos três edifícios localizados entre a rua Líbero Badaró e o Vale do Anhangabaú.

Construção dos Palacetes  Prates, imagem de autoria desconhecida, pertencente ao Arquivo Público Municipal.
Construção dos Palacetes Prates, imagem de autoria desconhecida, acredito que de 1908/1910, pertencente ao Arquivo Público Municipal.

 

 

 

 

 

Tiveram construção iniciada no início do século XX e finalizados em 1913, eram os mais suntuosos de São Paulo. Foram projetados pelo engenheiro baiano Samuel das Neves e por seu filho, o arquiteto Cristiano das Neves. O palacete que ficava na cabeceira do Viaduto do Chá, abrigou a sede do Automóvel Club, o outro, era a Câmara/Prefeitura da cidade e o que ficava do outro lado do viaduto, originalmente era a residência do Conde, abrigou a sede do Grande Hotel de la Rotissiere Sportmans e depois o Jornal A Noite.

Postal destacando o Palácio da Prefeitura, e entre as árvores o Automóvel Clube, notem que entre eles,  podemos ver os tapumes da construção do Edifício Sampaio Moreira. Imagem entre 1920 e 1923.
Postal destacando o Palácio da Prefeitura, e entre as árvores o Automóvel Clube, notem que entre eles, podemos ver os tapumes da construção do Edifício Sampaio Moreira. Imagem entre 1920 e 1923.
Postal circulado em 1924, destacando o palacete que foi sede do Automóvel Club. Dá pra ver do lado direito do prédio, parte do Viaduto do Chá e o palacete sede do Grande Hotel de la Rotissiere Sportsman.
Postal circulado em 1924, destacando o palacete que foi sede do Automóvel Club. Dá pra ver do lado direito do prédio, parte do Viaduto do Chá e o palacete sede do Grande Hotel de la Rotissiere Sportsman.
Postal com imagem possivelmente da década de 1920. O Viaduto do Chá, tendo no canto superior direito o palacete que foi sede do Grande Hotel de la Rotissiere Sportsman e em sua fase final, a sede do jornal A Noite. Na parte inferior direito, o Teatro São José, que foi demolido para a construção da sede do Edifício Alexandre Mackenzie, o "prédio da Light". Editor R. Ceppo
Postal com imagem possivelmente da década de 1920. O Viaduto do Chá, tendo no canto superior direito o palacete que foi sede do Grande Hotel de la Rotissiere Sportsman e em sua fase final, a sede do jornal A Noite. Na parte inferior direito, o Teatro São José, que foi demolido para a construção da sede do Edifício Alexandre Mackenzie, o “prédio da Light”. Editor R. Ceppo

A antiga sede do Sportsman foi demolida ainda na década de 1930, para a construção do Edifício Matarazzo (hoje Prefeitura da Cidade). Em 1951 foi a vez da sede do Automóvel Clube ser demolido para a construção do Edifício Conde Prates e, em 1970, o outro prédio deu lugar à sede do Banco Mercantil de São Paulo S.A.

Vista do Parque do Anhangabaú e seu belíssimo conjunto arquitetônico. Foto da segunda metade da década de 1920. Autoria Desconhecida - Retirada do Livro SP 450 Anos
Vista do Parque do Anhangabaú e seu belíssimo conjunto arquitetônico. Foto da segunda metade da década de 1920. Autoria Desconhecida – Retirada do Livro SP 450 Anos
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